Automobilismo

GP Petrobras de Energia Sustentável – equipes se preparam para entrar na pista nesta quarta-feira

Carros construídos e pilotados por estudantes de engenharia disputam até sexta-feira (27) a melhor marca de consumo nas categorias para carros a gasolina, a etanol e elétrico.

A partir desta quarta-feira, as equipes das universidades inscritas para o Grande Prêmio Petrobras de Energia Sustentável entrarão na pista do kartódromo de Interlagos, em São Paulo, em busca da melhor marca de consumo de combustível. Três troféus estarão em disputa, para carros movidos a gasolina, a etanol e elétricos – todos construídos e pilotados por estudantes de engenharia, sob orientação de seus professores. A competição segue até sexta-feira (27).

Nesta terça-feira, os carros que já estavam prontos foram submetidos à vistoria técnica. Além das normas determinadas pelo regulamento, são checados itens de segurança como as dimensões do santantônio (arco de proteção) e a eficiência dos cintos de segurança e do sistema de freios. Os veículos aprovados entram na pista a partir das 8:00 desta quarta-feira para os treinos livres. As tentativas para as marcas de consumo começarão às 9:00 (carros a gasolina e etanol) e às 11:00 (elétricos). A mesma programação será seguida na quinta (26) e na sexta-feira (27), último dia da competição.

Nos boxes, o trabalho era intenso. Os alunos do Instituto Mauá de Tecnologia estavam entre os mais ocupados, já que a instituição tem veículos inscritos nas três categorias. A equipe Coyote, da Universidade Estadual do Maranhão, finalizava a montagem de seu veículo, o EC-05, bem como os alunos da PoliMilhagem, equipe da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Seu carro, o PoliPosition VI, vem sendo desenvolvido desde 2012. “Neste ano, ele tem uma nova carenagem, feita em fibra de carbono e testada em CFD (Computational Fluid Dynamic, um programa de computador que simula um túnel de vento)”, explicam Felipe Chao, piloto titular, e Pedro Galicia, capitão da equipe e piloto reserva.

A equipe Empurra Que Vai, da UNIFEB, de Barretos (SP), também ajustava os últimos detalhes para seu protótipo, o Italiano, estar pronto para entrar na pista nesta quarta-feira e tentar a melhor marca entre os veículos movidos a gasolina. O Italiano terá como pilotos Nicolas de Souza Barros (titular) e João Vítor Martins Peres Vieira (reserva). A equipe é capitaneada por Gabriel Nomiyama.

Já a equipe da UNISP (Centro Universitário de São Paulo) trabalhava na montagem do Robusto, um protótipo elétrico inteiramente novo que terá ao volante a aluna Caroline de Almeida Schmidt, já experiente neste tipo de competição. O professor Luiz Vasco Puglia elogiou o evento: “Além do prazer de participar, existe um networking muito interessante para os alunos”, conta. Puglia mostrava curiosidade com o asfalto do kartódromo de Interlagos: “A pista foi recapeada desde a última vez que competimos aqui e as condições provavelmente serão diferentes. Para nós, o ideal é ter um piso pouco rugoso para facilitar a ‘rolagem’ do carro. É justamente o contrário do que com os karts de competição, que precisam da maior aderência possível”, comparara.

A UNISUL de Lorena batizou seu veículo de Eco Bonatti, em homenagem ao padre Mario Bonatti. “Ele foi diretor da faculdade e hoje está aposentado, mas sempre foi um grande incentivador da participação dos alunos e professores em eventos como este”, explica Fagner César, capitão da equipe. O carro será pilotado por Elizandra das Neves (titular) ou por Rodrigo Batista (reserva).

 

A dinâmica da competição

Os integrantes técnicos das equipes são estudantes de engenharia (mecânica e elétrica, por exemplo) da instituição inscrita. Os pilotos, porém, podem estar matriculados em outros cursos. Até oito pessoas, incluindo um professor responsável, compõem cada time, que tem definidos um capitão, um piloto titular e um piloto reserva.

Por se tratar de uma competição em que a velocidade não é o objetivo final, os veículos estão proibidos por regulamento de superar a marca de 45 km/h. Para carros elétricos, a tentativa só será validada se a quantidade de voltas estabelecida para ela for realizada com velocidade média mínima de 15 km/h. Para os veículos a etanol e para os a gasolina, a velocidade média exigida é maior, 24 km/h, e 12 voltas serão completadas por eles em cada tentativa. Cada equipe terá, após três chances, o seu melhor resultado de consumo energético registrado na classificação final, em que existirá uma separação por categoria.

Para a medição da energia elétrica gasta, é montado um aparelho na saída da alimentação das baterias que mede em joules o consumo. Os veículos não elétricos, no momento da largada, têm o tanque de combustível (etanol ou gasolina) trocado por um que já vem abastecido e pesado em miligramas. O resultado do consumo será obtido após a medição do peso desse tanque depois das voltas.

 

Grande Prêmio Petrobras de Energia Sustentável

O Grande Prêmio Petrobras de Energia Sustentável sucede a Maratona da Eficiência Energética e é organizado pelo engenheiro e jornalista Alberto Andriolo. O objetivo é incentivar a pesquisa tecnológica, a criatividade e a capacitação dos estudantes de engenharia, com o apoio de seus professores e instituições de ensino. Em 2018, a Petrobras passou a ser Patrocinadora Master do evento, em uma parceria totalmente alinhada com a proposta de contribuir para a formação de novos profissionais, a pesquisa universitária, a mobilidade e a sustentabilidade.

 

 

 

Fonte: LetraNova Comunicação

Foto: Luiz Alberto Pandini/divulgação

 

 

 

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Alex De Peder

Apaixonado pelo Automobilismo, essa paixao me fez criar um site para todos terem a mesma informação que sempre gostei de receber. 'Tudo posso naquele que me fortalece'

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