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Stock Light – Mirian Sirtoli em um bate papo rapido com Raphael Reis

Logo apos a 1ª etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Light, tive um bate papo com Raphael Reis, piloto da Academia Shell de pilotos e da equipe W2 Racing.

MS – 1ª) O que significa automobilismo para Raphael Reis? RR – O Automobilismo pra mim significa muita coisa na minha vida, corro desde que muito pequeno, o que era um hobby se tornou uma meta e que está se tornando uma profissão. E sou muito grato por conseguir fazer o que eu gosto de forma profissional.

MS – 2ª) Qual Seu primeiro contato com a velocidade? Quando e qual categoria começou a correr? RR – Comecei no kart, como 90% da maioria dos pilotos, no Kartódromo do Guará, sobre influência do namorado da irmã, que me levava nos treinos, e assim comecei a competir na categoria cadete. E continuo treinando todo o tempo.

MS – 3ª) Na sua visão o Kart continua sendo a base do automobilismo? RR – O Kart é uma excelente escola, mas existem alguns casos de pilotos profissionais que não começaram no Kart, como exemplo o Nicky Castburg, que foi companheiro do Felipe Fraga na corrida de Duplas, que começou nos carros de turismo e acelera muito. Não é uma coisa que exclui, mas quem começou no kart vai ter sempre um passinho na frente, e a maioria dos pilotos ainda treinam e competem de kart, então acredito que o kart é essencial na vida de um piloto.

MS – 4ª) Quais foram seus principais títulos? RR – Disputei algumas competições nacionais de Kart, parei por um tempo e já voltei na categoria de turismo, fui campeão do campeonato centro oeste de Marcas e pilotos, categoria light. Na categoria principal, tornei-me campeão novamente. Como tive muitas pausas na minha carreira, não acumulei muitos títulos, mas cada vez profissionalizando mais.

MS – 5ª) Qual foi a sua sensação em estar competindo e uma das principais categorias de automobilismo brasileira? RR – A sensação de estar competindo é muito boa, corro na Stock Light, que é a categoria de acesso na principal categoria do automobilismo brasileiro. Posso afirmar que estou na 2ª categoria mais importante do Brasil, então sabendo que a gente está ali na SL, estamos falando de mais de 20 pilotos e na Stock Car, estamos falando de pouco mais de 30 pilotos, posso falar que estou entre os 50 pilotos mais preparados e que estão na atividade no Brasil hoje em dia é muito gratificante, principalmente em poder me enquadrar junto com vários talentos que estão no certame nacional.

MS – 6ª) Quais as expectativas para a temporada 2018 na Stock Light? RR – Minha expectativa é disputar o título e continuar trabalhando para conseguir realizar esse sonho que é ser campeão da Stock Light.

MS – 7ª) Hoje está no cash da Academia Shell de pilotos, como foi essa transição? RR – Hoje estou na Academia Shell de Pilotos e foi uma transição muito boa, entre o final de 2017 e inicio de 2018, onde a Shell me procurou e iniciamos uma conversa e estar representando a Shell da #SL é uma honra. É uma empresa que tem uma tradição muito grande no automobilismo, com vários pilotos nacionais e internacionais extremamente competitivos, que fazem parte da plataforma Shell, e poder representar essa marca que significa muito para mim e para o automobilismo.

MS – 8ª) Sobre sua estreia na Stock light, quais foram os pontos positivos e negativos. RR – A minha estreia não foi como esperava, nos treinos pré-temporada e treinos livres estava rápido, mas o carro apresentou alguns problemas, coisas que fazem parte, principalmente por ser inicio de temporada e ajustes de equipamento. Na tomada de tempo resolvemos arriscar e quando a gente arrisca, pode dar certo ou não, e dessa vez não deu certo e o carro ficou um pouco traseiro demais e não fiz um bom classificatório. Já na largada da 1º prova me deram um toque, que fez perder várias posições, caindo para último, quando comecei a achar que o final de semana não estava muito favorável, porque você está em último na corrida, pois neste ano a corrida tem apenas 25 minutos, e já estava bem chateado dentro do carro, no meio da prova houve uma bandeira vermelha, e neste momento vi uma chance de poder recuperar algumas posições e marcar alguns pontos. Na re-largada eu era o 21º e faltavam 6 voltas para terminar a prova, consegui terminar em 5º colocado (uma escalada de 16 posições), e pude tirar bastante proveito nesta 1ª corrida depois de vários problemas que foram ocorrendo durante a competição. Na 2ª prova, na largada o motor já estava fraco, tentei concluir a prova para conseguir o maior número de pontos possíveis, mas o motor não aguentou e acabou quebrando, mais são coisas de corrida e fogem um pouco do nosso controle. Posso contabilizar que não foi uma estreia muito boa, mais mostramos que estamos muito competitivos e quando as condições tiverem normais, vamos mostrar que estamos na briga.

MS – 9ª) Hoje (sei que ainda é muito cedo para essa pergunta, mas), quem seria os seus principais adversários na categoria? RR – Os principais adversários são os que disputaram o antigo Campeonato Brasileiro de Turismo em 2017, Gabriel Robe, Marco Cozzi, o meu companheiro de equipe Pietro Rimbano, mas tem muita gente nova que chegou bem, então a briga será muito boa neste campeonato.

MS – 10ª) Que lá seu objetivo dentro do automobilismo? RR – Meu objetivo é tornar-se profissional no automobilismo, colher os frutos da minha dedicação dentro do esporte, é um espaço que conquistando, e cada dia estou mais próximo do objetivo final. Em termo de competição é chegar na Stock Car e na #SL estou bem mais próximo. Claro que tenho sonhos um pouco maiores, mas vamos dar um passo de cada vez, para não criar expectativas demais.

MS – 11ª) Teve uma passagem em campeonatos internacionais? Quais? RR – Fiz algumas corridas de Kart fora, no Florida Winter Tour Karting. Outra corrida onde fiz a pole-position na chuva, em Orlando, EUA, também pela Florida Winter Tour Karting, pela categoria graduado, onde eram mais de 60 kart’s, com muita gente conhecida e consagrada nos kartismo mundial, isso vou guardar para sempre.

MS – 12ª) Você conheceu várias pistas aqui no Brasil, qual a sua favorita? RR – na verdade são 3, Curitiba, onde será a próxima corrida da #SL, é uma pista que se encaixa bastante com o meu jeito de guiar. Goiânia por ser aqui perto de onde eu moro, pois, o autódromo de Brasília infelizmente está em reforma e torna-se onde temos mais contato para treinos e Cascavel, o autódromo é muito desafiador, é uma pista que acho muito bacana de andar, e cada volta que você dá lá é sempre nova e é realmente muito bom guiar no autódromo.

MS – 13ª) Tem algum ídolo nas pistas? RR – Internacionalmente eu gosto muito de 2 pilotos, quais me identifico muito, que é Sebastian Vettel e principalmente o Daniel Ricciardo, que tenho certeza que quando estiver no lugar certo tenho certeza que será campeão mundial, e claro que o Senna, que não posso deixar de citar.

MS – 14ª) Quais são seus maiores incentivadores? RR – Minha família sempre me apoiou e entendeu o que eu gosto de fazer, e também meus amigos que sempre me incentivaram bastante.

MS – 16ª) Para finalizar (hahahahahahaha), quando estiver com 50 anos, estará na ativa? RR – Espero que sim! O Rubinho (Rubens Barrichello) é um ídolo, quando estiver com a idade dele e competindo com a mesma eficiência e com a mesma competitividade que ele faz seria excelente, seria realmente um sonho, mas isso aí, só Deus sabe e focar sempre no dia de amanhã e fazer nosso melhor.

 

 

Fonte: Mirian Sirtoli

Foto: José Mario Dias/ Rodrigo Guimarães

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Alex De Peder

Apaixonado pelo Automobilismo, essa paixao me fez criar um site para todos terem a mesma informação que sempre gostei de receber. 'Tudo posso naquele que me fortalece'

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