Stock Car – Entenda o que muda com a pista de concreto do GP do Galeão
Material da pista tem características diferentes do asfalto e pode ser fator decisivo
O circuito do Galeão é uma novidade completa para pilotos e equipes da Stock
Car. Além de ser um circuito inédito, a etapa marca a estreia da primeira pista em
aeroporto do automobilismo nacional. Mas as novidades não param por aí. Um
ponto de preocupação para as equipes é o material da pista: o concreto.
Acostumados com o asfalto, que tem características diferentes, as equipes estudam
maneiras de se adaptar ao novo solo.
Joselmo Barcik, o Polenta, chefe da equipe Shell V-Power Pole Motorsport,
aponta a aderência e a temperatura como os principais pontos de atenção na nova
pista. “O asfalto dá um tipo de aderência que a gente já está acostumado. Essa pista
de concreto vai ser difícil no começo, porque ainda não tem a borracha na pista que
os carros normalmente vão deixando e aumentando a aderência. A própria
temperatura da pista também é outro fator. O asfalto absorve mais calor,
consequentemente ele esquenta mais. Já o concreto tem uma dificuldade maior em
aquecer, então os pneus vão sofrer um pouquinho mais”, alerta Joselmo, que
também destaca os níveis de rugosidade e ondulação como pontos de interrogação.
O momento é de muito estudo nessa preparação para o GP do Galeão. No
entanto, as equipes só terão mais noção do que as espera quando chegarem ao Rio
de Janeiro e observarem a pista de perto. E claro, as conclusões só virão após os
carros entrarem na pista. “Nós vamos tentar andar o máximo possível nos treinos
livres, para conseguir o máximo de informações possível e começar a evoluir”,
afirma Polenta, que vive a expectativa de sua equipe conseguir a segunda vitória na
temporada, após o triunfo na segunda prova da corrida de duplas em Interlagos,
com Enzo Elias conduzindo o carro de Galid Osman.

As novidades e adversidades do novo circuito fazem da corrida uma caixinha
de surpresas. É muito difícil fazer previsões nesse cenário. As condições de pista,
como a menor aderência e temperatura do concreto, acabam igualando novatos e
veteranos, pois trata-se de uma situação nova para todo mundo. Todos partem do
zero em termos de conhecimento da pista, e quem conseguir coletar as melhores
informações e transformá-las em acertos, pode sair na frente. “A expectativa é
aprender bastante nessa situação adversa, mas que é igual para todas as equipes.
Ninguém andou lá ainda, então todo mundo está quebrando a cabeça e vai partir das
mesmas condições”, completou Barcik, que volta ao Rio de Janeiro após dez anos,
dessa vez como chefe de equipe.
Os treinos livres ocorrem todos no sábado, dia 9, assim como o classificatório,
que definirá o grid de largada. No domingo, 10, teremos as duas corridas, com
transmissão ao vivo pela Band e pelo Sportv.
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Fonte: GR Press. ( Gabriel Rolim)
Foto: Divulgacao




